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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Botafoguismo Radical, um espaço Alvinegro

Amigos, resolvi criar este espaço para escrever sobre uma paixão inexplicável que se chama Botafogo, no Interrogações continuarei escrevendo sobre os outros assuntos, menos importantes. Espero que gostem e participem. Quem quiser mandar alguma crônica ou artigo sobre o Glorioso, será um prazer publicar. No mais vou republicar uma crônica antiga que fiz sobre o Botafogo. Gosto dela e foi escrita em um momento muito difícil de minha vida e do Botafogo, à época. Conto com todos para sugestões e críticas.

                                                                               BOTAFOGO


E lá se vão mais quarenta anos. Veio-me à memória, a cada dia mais saudosa e nostálgica (idade...), o time do Botafogo dos anos sessenta.

Sou de uma geração que cresceu nos anos dourados do futebol brasileiro. O auge, de 1958 a 1970.
Botafogo e Santos. Garrincha e Pelé. Símbolos maiores da glória de nosso futebol.

Tornei-me Botafogo "vendo" pelo rádio, os dribles de Mané, a categoria de Nílton Santos e Didi,os gols de Quarentinha. Doces anos...os amargos viriam a seguir.

Somos esquisitos, nós botafoguenses! Trágicos, pessimistas, orgulhosos. Sim, extremamente orgulhosos. Afinal, qual clube no Brasil foi fundado três vezes ?!  O Botafogo,ora!  O de Regatas, 1894; o de Futebol, 1904; e o atual, (con)fusão dos dois, em 1942.
Vocês não sabem, mas os deuses do futebol não gostam do Botafogo, nem nós deles.
Como vingança somos ateus, ao menos no futebol. Fazemos nossos deuses- Heleno, Garrincha, Nílton Santos, Didi, Gérson, João Saldanha- humanos, nossos deuses.

Complicado, o Botafogo. Mais, ainda, seus torcedores. Acreditamos piamente, nós alvinegros, em destino. E temos a mais plena convicção que o injusto destino está contra nós. Sagrada verdade botafoguense.

E quer saber, melhor assim, somos um poço de superstições. Usamos todas, com a certeza dos céticos, de que , no final, dependemos de nós mesmos. Nada, nem deuses, nem macumba, despacho, novena, figa, nada funciona a nosso favor. Inda sim, cremos, ou fingimos crer. Niilistas, que somos.

Tivemos Garrincha, a alegria do povo. Morreu triste e bêbado, caído num subúrbio qualquer. Bem ali, no meio do povo que mais o adorou. Triste, Mané !

E Heleno, o mais belo e elegante jogador a desfilar por nossos gramados. Morreu louco, corroído pela sifílis, num Hospício de Barbacena. Triste, Heleno !

E nosso símbolo ?! Uma estrela. Há bilhões delas no céu; a nossa é solitária. E triste. Como nós.

3 comentários:

  1. Boa meu amigo, vamos mudar um pouco dessa história. Tudo que vc escreveu tem o seu sentido, esta última frase temos que mudá-la com trabalho sério e duro, temos que ter uma estrela solitária, porém, muito feliz!!

    Abração!

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