Sexta-feira, véspera de Carnaval, partíamos rumo a Calçado. Eu, Pedro Mello e Augusto, um amigo de Niterói. O ano era 1980 e seguíamos viagem no possante Doginho Polara do Augusto. Os três já um tanto quanto, digamos...calibrados! Durante a viagem um litro de conhaque nos servia de combustível, fora algumas paradas para comprar cerveja. Tudo ia nos conformes quando, depois de Rio Bonito, Pedrinho, que estava sentado atrás (o carro só tinha duas portas), pede ao Augusto para parar no acostamento. Queria fazer xixi.
Blog do Barão (III)
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
O sumiço do Buchudo
terça-feira, 3 de novembro de 2026
Tonicão, meu pai
Tonicão, meu pai
Zatonio LahudDia dos Pais, minha mãe avisa a mim e meus irmãos que o pai viria mais cedo para jantarmos juntos em um restaurante. Era uma sexta-feira (no domingo os restaurantes ficam lotados), estranhei a notícia pois meu pai não era dado a comemorações do gênero, Achava puro comércio, comerciante que era.
Marcou para 20 horas.
Antonio Lahud, era seu nome de batismo, Tonicão para todos. Pesava cerca de 110 kg- quando magro, o normal era por volta de 120 kg, distribuídos com fartura por cerca de 1,83 m de altura.
Todo mundo pronto, esperando sua chegada e nada do velho aparecer. Deu nove horas, dez, onze, meia-noite e nada... nem sombra do pai.
- Sabia- diz a mãe, hoje é sexta-feira, deve estar bebendo com os amigos e esqueceu da gente, vou preparar alguma coisa para vocês comerem. Quando ele chegar vai se ver comigo, deixa ele!- exclamou e saiu furibunda, rumo à cozinha.
Todos de cara feia, com fome, sexta-feira perdida, quando entra o pai- já meio alto, uma sacola em umas das mãos, na outra um pequeno embrulho.
- Poxa, pai!- digo- começando a reclamar.
- Ninguém fala nada, eu explico, mas antes peguem uma cerveja para mim. Minha irmã foi lá, pegou a cerveja, o serviu e sentamos para ouvir a explicação:
- Demorei por causa disso aqui- disse- colocando o pequeno embrulho por sobre a mesa.Ganhei de presente dos meninos lá do posto- completou, já chorando.
O presente era uma carteira de dinheiro, daquelas feita em plástico barato, e ornada com o escudo do Flamengo. Os meninos eram dois garotinhos negros e muito pobres, que ficavam calibrando pneus no posto. Eram simpáticos e meu pai logo se tomou de amores pelos dois. Passou a dar almoço, comprou camisa do Flamengo, acompanhar os estudos... Essas coisas de pai.
- Mas por que está chorando?- indaguei.
- Vocês não vão entender! Quando estava saindo do posto, os meninos vieram e me deram a carteira de presente pelo dia dos pais. Compraram com o dinheirinho que ganham lá, calibrando pneus- disse ele, aos prantos.
- E aí?- perguntei.
- Me deram um abraço, um beijo e não aguentei! Comecei a chorar, botei os dois no carro e levei-os para jantar em um restaurante. Nunca tinham ido em um na vida deles! Comeram à vontade, tomaram sorvete, uma farra danada! Por fim, comprei seis galetos para cada um levar pra casa e comprei mais seis pra vocês: tão aí nessa sacola! Foi isso que aconteceu, agora podem zangar- terminou, lágrimas escorrendo por seu rosto.
Como que combinados, levantamos os três, eu, meu irmão e minha irmã e fomos dar um abraço no velho- todos com lágrimas nos olhos.
As lágrimas que escorrem em meu rosto agora não são só de tristeza e saudade por sua ausência, não pai, são antes lágrimas de alegria e orgulho por ter sido você o meu pai.
Saudade.
A casa da minha vó era feita só de amor
A casa da minha vó Nedina (Enedina) era feita só de amor. Dos tijolos, à pintura, aos pisos. Na casa da vó Nedina moravam ela, meu vô Djalma, a Geni, e todo o amor do mundo.
A casa da vó Nedina, minha avó materna, era uma morada simples, uma casinha sem luxos, com um imenso quintal. Mas a casa da vó Nedina era envolta no mais puro amor. Em nenhum outro lugar deste mundo eu me senti tão amado e feliz.
A casa da vó Nedina não existe mais... Nem os que a habitavam... Mas a casa da vó Nedina vai existir enquanto meu coração bater a imensa saudade que tenho...da casa da vó Nedina!
❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
O Mercado Financeiro tá sempre nervoso
Já notaram que o tal Mercado Financeiro tá sempre nervoso? Também, na agiotagem em que vive nunca terá paz.
Zatonio Lahud
sábado, 31 de outubro de 2026
A onda fascista reflui no mundo
A onda fascista reflui no mundo. A histórica vitória de Lula é a principal responsável.
Trump e o Botafogo
Do Barão para Trump
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
A revolução dos idosos
A revolução dos idosos