quinta-feira, 31 de março de 2016

Ser Botafogo é o maior dos títulos

Ser Botafogo é o maior dos títulos

O Botafogo é um clube estranho, diferente… diria que sedutor em sua insanidade.
Não temos mais títulos, não temos mais torcida, não somos o “maior” em nenhum dos frios quesitos matemáticos usados para comprovar a suposta grandeza de um clube. Constam, inclusive, nas tais estatísticas, inúmeros títulos roubados.
O Botafogo, senhores, é diferente dessa gente. Qual o único clube do mundo a ter um ditado só seu gravado na memória popular de seu país: o Botafogo, afinal “têm coisas que só acontecem ao Botafogo”, não é?
E é nosso o mais querido jogador guardado na memória afetiva de nosso povo: Mané Garrincha, a alegria do povo. Lindo, não? Um é rei, outro príncipe, mais outro imperador. Nós temos “a alegria do povo”.
Ah, e no auge do futebol brasileiro, quando o Brasil conquistou três Copas do Mundo num período de apenas 14 anos,quem foi o clube que mais colaborou com as conquistas? O Botafogo, claro.
E torcedor do Botafogo, como bem definiu o jornalista Lúcio Rangel, nem gosta de futebol, gosta do Botafogo. O futebol é apenas o detalhe que nos permite exercer nosso sagrado direito de amar um clube que não é o maior em nada segundo as frias estatísticas matemáticas dos que vivem de quantidade. São os óbvios, que só  sentem-se seguros seguindo manadas ou bandos esvoaçantes. Jamais poderão ser Botafogo. O Glorioso não é para os óbvios. É para os que são escolhidos pela estrela solitária do destino.
Ser Botafogo é o maior dos títulos, e isso nos basta.
Zatonio Lahud












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